Está chegando a segunda edição do RESENHANDO, aquele bate-papo de bar gostoso com a participação de convidados e convidadas especiais para podermos trocar ideias sobre um assunto.

Neste edição, o tema é “A Cultura Popular é patrimônio nosso!” e vamos conversar sobre a importância das manifestações populares em Itacaré e como garantir sua salvaguarda (identificação, documentação, transmissão e fomento).

Há quase 30 anos, em 1989, a UNESCO (órgão da ONU) publicou a Recomendação sobre a Salvaguarda da Cultura Tradicional e Popular. O documento define a cultura tradicional e popular como “o conjunto de criações que emanam de uma comunidade cultural, fundadas na tradição, expressas por um grupo ou por indivíduos e que reconhecidamente respondem às expectativas da comunidade enquanto expressões de sua identidade cultural e social: as normas e os valores se transmitem oralmente, por imitação ou de outras maneiras”.


Uma união das mais diversas modalidades artísticas, mostrando a cultura, a tradição e o talento dos itacareenses e visitantes. Assim foi a quarta edição do projeto Arte na Passarela, realizada na noite do último sábado, na Passarela da Vila, na rua Lodônio Almeida, em Itacaré, trazendo uma série de atividades culturais abertas ao público.

O evento foi aberto com a apresentação cultural da Volta da Jiboia, uma manifestação folclórica que faz parte da história de Itacaré. No local serão realizadas apresentações circenses, exposições de obras de arte como pintura, escultura, artesanato, literatura, tapeçaria e fotografia, apresentações, musicais, teatro, dança, shows, capoeira, recitações poéticas e outras linguagens artísticas.

O Arte na Passarela foi idealizado como um sarau artístico democrático, que reúne, em todo 3º sábado de cada mês, artistas da região a fim de dinamizar a vida cultural e econômica de um dos pontos centrais de Itacaré. Tudo isso, sem contar que é um espaço de valorização do folclore e da cultura de Itacaré, da sede e da zona rural. O acesso é gratuito e aberto a todos os turistas e moradores da cidade.

O projeto conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Itacaré, através da Secretaria de Juventude, Esporte e Cultura, além dos diversos empresários que atuam no local. De acordo com os idealizadores, o Arte na Passarela é desenvolvido para apoiar que as experiências ampliem horizontes e também para promover novas vocações, que podem até se converter em profissão ou se manter como hobbies. (Secom/Itacaré)

 

A Prefeitura de Itacaré, através da Secretaria de Juventude, Esporte e Cultura, participou nos dias 01 e 02 de junho, em Salvador, do encontro de Formação para Elaboração de Planos Municipais de Cultura (PMC). O evento contou com a participação de mais de 40 municípios baianos e três de Sergipe, e teve como principal objetivo formar gestores, técnicos, conselheiros e lideranças de cultura para a elaboração do Plano Municipal de Cultura (PMC), componente essencial do Sistema Nacional de Cultura (SNC).


Por solicitação do prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, e do secretário municipal de Juventude, Esporte e Cultura, Diego Augusto, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural da Bahia (Ipac) visitaram o município nesta terça-feira (17) para acompanhar as obras de reforma da Igreja de São Miguel e analisar a viabilidade de transformar a manifestação cultural Bicho Caçador como um patrimônio cultural imaterial da Bahia. Também foi discutida a viabilidade de tombamento conjunto ou isolado de prédios antigos, transformando ruas de Itacaré num verdadeiro centro histórico.

Durante a visita o assessor institucional do Ipac, André Reis, e o diretor de projetos, obras e restauro, Felipe Musse, foram acompanhados pelo vice-prefeito Genilson Souza, e pelos secretários Diego Augusto e Ademar Sá, de Desenvolvimento Urbano, Cosme Nunes, de Meio Ambiente, e Ari Magalhães, de Transportes, que apresentaram detalhes tanto dos prédios históricos da cidade, como também da história e da tradição do Bicho Caçador. Eles também relataram aos técnicos do Ipac a importância da transformação dessa manifestação cultural como patrimônio cultural imaterial da Bahia, como forma de garantir a preservação da tradição e pela valiosa contribuição à cultura popular que o Bicho Caçador pode trazer para a Bahia. Na oportunidade, também visitaram o Centro Cultural do Porto de Trás, onde foram discutidos projetos para o local.

Os técnicos do Ipac já estão estudando a viabilidade dessas propostas e novos encontros serão agendados para dar andamento aos passos que devem ser seguidos para transformar o Bicho Caçador de Itacaré no patrimônio cultural imaterial da Bahia. Também será firmada parceria com a Prefeitura para capacitação e ação de educação patrimonial. Na visita às obras de restauração da Igreja de São Miguel os representantes do Ipac destacaram a qualidade dos serviços para recuperar o patrimônio histórico de Itacaré e o empenho do Padre Edinaldo e da comunidade local para viabilizar essa obra.

LENDA – De acordo com os moradores de Itacaré, a lenda do Bicho Caçador começou a muitos anos quando um homem saiu para caçar e depois de andar muito ficou com sede e foi beber água no rio. Ao se agachar na margem avistou dois bichos enormes e com medo pegou o facão e a espingarda e começou a brigar com eles. Foi descendo o rio numa luta árdua e tempo depois conseguiu matar os bichos. Ao chegar à cidade contou a história. Desde então a comunidade quilombola do Porto de Trás festeja o mito do bicho caçador nos dias 1º, 26 e 31 de janeiro. (Secom/Itacaré)


A terceira edição da Feira Universitária do Livro da UESC foi marcada pela participação intensa do público em uma programação ampla e variada e por parcerias importantes com as instâncias dedicadas ao livro, à leitura e à cultura do estado e da região. A iniciativa reuniu importantes eventos institucionais como o 2º Seminário da TV UESC, o I Encontro de Culturas Populares e Identitárias, o XII Encontro Local do Proler, o Ciclo de Palestras do DLA, além de ações e projetos da Fundação Pedro Calmon/SECULT-BA, Rota Transportes e Lápis na Mão.


Também completaram a programação a comemoração dos 40 anos da Biblioteca, Oficinas grupo focal sobre o livro Fluxos Contemporâneos, o I Fórum Fazer Literário de Ilhéus e o lançamento do Projeto No caminho tem um livro, que vai compartilhar a leitura no transporte público. No dia 26, o Bate-papo literário “Leituras em movimento” com a escritora Ana Maria Gonçalves, o poeta Lourival Piligra e o sociólogo Luiz Guilherme Beaurepaire abriram oficialmente as discussões da semana, momento em que também foi realizado o lançamento de mais de 20 livros da Editus. Na ocasião também foi assinado o convênio de cooperação técnica entre a Fundação Pedro Calmon e a Universidade, com a presença da reitora Adélia Pinheiro, do secretário de Cultura da Bahia, professor Jorge Portugal, e do diretor da Fundação, Zulu Araújo.

Como parte das atividades ainda, foram realizadas oficinas e cursos que mobilizaram grande público. Os temas envolveram desde a relação da leitura com outras linguagens, até abordagens que valorizaram as expressões da cultura popular, como as oficinas de torso e turbante, cordel, teatro, dança afro, entre outras. Entre os destaques a folclórica “VOLTA DA JIBÓIA” de Itacaré. Ao longo de toda a semana, além da venda de livros da Editus e das principais editoras universitárias do país, o público também pôde conferir obras de autores baianos com preços promocionais na UESC e no centro de Ilhéus, e ainda atividades culturais, rodas de diálogos e uma programação específica para crianças e adolescentes. Parte das ações que movimentaram a semana de 26 a 30 de outubro podem ser conferidas na página da Editus, no Facebook, no blog: www.feiradolivrouesc.blogspot.com.br e em breve na galeria da 3ª Feira do livro da UESC no Flicklr.